João Victor Argolo Souza

CADEIA DE SUPRIMENTOS - Redução de Custos

 Introdução

A máxima para uma boa gestão da cadeia de suprimentos é: o produto certo, na hora certa, no lugar certo e nas condições desejadas, dando a melhor lucratividade possível para a empresa. Para que isso ocorra, deve-se determinar as atividades chaves e as atividades de suporte, sendo necessário separa-las, pois algumas delas normalmente ocorrem em todo os processos e outras só ocorreram em empresas e circunstancias específica.

As atividades chaves são marketing; transporte; gerencia de estoques; fluxos de informações e processamento de pedidos; já as atividades de suporte são armazenagem, manuseios de materiais, compras, embalagens, cooperação de produção com operações, manutenção de informações.

As atividades chaves apresentadas geralmente representam a maior parte dos custos da gestão da cadeia de suprimentos, sendo que os ofensores destes custos são a logística (que representa cerca de 50% dos custos) e o gerenciamento de estoque (que representa cerca de 40% dos custo em média). A condição para chegar em uma gestão da cadeia de suprimentos tida como ótima é a avaliação constante de todos os processos, para isso deve-se desenvolver ferramentas de análise de performance e de análise de custos.

Outro ponto que devemos destacar que consome o capital das empresas é a tributação aplicada aos produtos, sejam importados ou nacionais, em todo seu processo na cadeia de suprimentos.

Com todo este contexto e os problemas de custos apresentados, pretende o autor responder: Quais as melhores decisões a serem tomadas para a redução de custos na cadeia de suprimento?

1.1 Justificativa

Num mercado com tantas concorrências como o atual, onde as ofertas se tornam iguais, o diferencial entre as empresas pode estar justamente na capacidade de gerenciar seu sistema de administração. O foco de tal gerenciamento é controlar e reduzir custos da cadeia de suprimento.

1.2 Problema

A importância da Gestão da Cadeia de Suprimentos em uma organização na obtenção de redução de custos.

1.3 Objetivo

Para fortalecer o crescimento e a importância do setor, a cada dia surgem, novos sistemas de Supply Chain Management (Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos) que tem como objetivo proporcionar uma maior integração entre os diversos setores de uma empresa através da gestão de informação.

1.4 Objetivo central

Compreender como um bom gerenciamento da Cadeia de Suprimentos pode proporcionar redução de custos à uma organização.

1.5 Objetivo específico

A integração entre diversos setores de uma empresa permite que decisões tomadas pelos diversos departamentos sejam mais eficientes representando assim um menor custo aos cofres da organização

1.6 Metodologia

Será utilizada extensa pesquisa bibliográfica com o objetivo derelacionar pesquisas teóricas de grandes autores, para os assuntos aqui tratados. Também fará parte do trabalho uma pesquisa exploratória realizada na internet.

1.7 Referencial teórico

2.Gestão da cadeia de suprimentos

Segundo Bowersox(2004), até metade do século passado, a logística era vista como uma atividade militar, sendo incialmente desenvolvida para designar estratégias de abastecimento do exército, com a missão de que não houvesse falta dos suprimentos como material bélico, alimentos, vestuários adequados, medicamentos.

De acordo com Baumgardt(2002), nos anos 50 a logística torna-se um método para a distribuição física dos produtos e/ou matérias primas para todas as empresas. Com o passar do tempo, houve a necessidade de evoluir a logística, passando de apenas mera forma de transporte de produtos e/ou matérias primas, para uma logística integrada, onde criou-se a ligação estratégica entre a empresa, cliente e fornecedores. Após os anos 90 e com uma séries de aprimoramentos a logística passou de um simples departamento de cargas, para uma complexa cadeia de suprimentos.

Segundo Ballou (2006), a cadeia de suprimentos é um conjunto de atividades funcionais (estoque, compras, logística, marketing, finanças, vendas, etc.) que se repetem ao longo da cadeia produtiva de um produto, sendo desde a entrada da matéria prima a entrega do produto acabado ao cliente final. Fazer a gestão ou gerenciamento deste processo complexo que flutua em diversas áreas não é tarefa fácil, sendo assim precisa-se criar estratégias de coordenação para a gestão da cadeia de suprimento a fim de produzir vantagens competitivas e lucratividade para cada setor e/ou companhia que fazem parte da cadeia de suprimentos.

Hoje a cadeia de suprimentos é vista como uma unidade de negócio onde deve-se fazer gestão, pois integra os grandes pilares de qualquer companhia, que são os clientes finais e os fornecedores. A gestão da cadeia de suprimentos, também conhecida como SCM (sigla do termo em inglês Supply Chain Management), além de deixar o produto certo, no local certo, na hora certa, também tem a necessidade de aumentar as vendas, a lucratividade da empresa e agregar valor ao cliente.

Para Ballou (2006), a SCM ultrapassa a essência da logística e é vista como interações logísticas que ocorrem entre as funções: de marketing; de produção; de compras; com os fornecedores (compartilhando informações e este gerenciando melhor seus estoque para manter o melhor nível de serviço para o pedidos). Sendo assim a SCM abrange todas as atividades relacionadas com o fluxo e transformações de produtos, desde a matéria-prima (extração) até o cliente final (pós-venda). Materiais e informações devem fluir tanto de baixo pra cima como de cima para baixo em todos os processos da cadeia, onde é importante destacar também que o SCM trata da coordenação do fluxo de produtos ao longo de funções e de empresas para produzir vantagem competitivas e lucratividade para cada companhia na cadeia de suprimentos e para o conjunto dos integrantes da mesma.

Segundo Ballou(2006) e Julianelli (2017), a SCM além de reduzir custos tem um papel fundamental na integração de resultados, na resposta de mercado mais rápida e com informações mais seguras e melhor nível de atendimento ao cliente. Alguns pontos devem ser levados em consideração para a aplicação com sucesso da SCM, segundo Julianelli (2017), são eles:

• Ter fluxo de informação bidirecionais, permitindo que informações seguem nos fornecedores e transportadores;

• Ter um bom relacionamento com todas as partes da cadeia de suprimentos, pois permite exigências, necessidades anseios e desejos dos consumidores sejam traduzidos em produtos e serviços mais rapidamente;

Para Julianelli (2017), ter um bom relacionamento, com colaboração e integração com todos os parceiros traz inúmeros ganhos no nível de oferta e entrega para os clientes, pois pode-se planeja melhor ofertas e entregas, visto que reduz a possibilidade de rupturas nos estoques; traz maior confiabilidade nas entregas, devido respeito a prazos e armazenagem correta dos itens; criar maior flexibilidade nas negociações, possibilitando condições especiais ou horários de entrega diferenciados.

3.Transporte

Para melhor a desempenho da cadeia de suprimentos se faz necessário a estruturação da gestão de transporte, pois esta é considerada essencial para estrategicamente ter uma redução de custos.

Conforme destacaBallou (2006), o sistema de gestão transporte tem como principal função oferecer assistência ao planejamento e controle das atividades de transporte da empresa, onde se compartilha informações sobre conteúdo dos pedidos, peso e cubagem dos itens, quantidades, data de entrega prometida e programas de embarque de fornecedores.

ParaBallou (2006), a gestão de transporte é imprescindível pois não há empresa capaz de operar sem implantar ações necessárias para a movimentação de suas matérias-primas e/ou produtos acabados, para isso se faz necessário a tomada de decisão correta utilizando a coleta, manutenção e processamento de dados. Estes dados podem ser coletados através de sistemas de informação empresariais como SAP, Oracle, etc.; e a vantagem de obtê-los é reduzir as incertezas ao longo da cadeia de suprimentos.

O Transporte representa a maior parte da despesa logística das empresas, precisamos analisar alguns pontos que auxiliam nas tomadas de decisão: seleção de modal, consolidação de fretes, roteirização e programação dos embarques, rastreamento de embarques, faturamento e auditagem dos fretes.

3.1 Seleção de modal

Análise de qual dos 5 modais (hidroviário, ferroviário, ducto viário e aéreo) se encaixa no perfil da SCM e quais traz maior custo benefício.

3.2 Consolidação de fretes

Para Ballou(2006), em transporte a redução das tarifas para os embarques de maior porte é um fator que incentiva os gerentes a optar pelos embarques de maior volume, vista que consolidar fretes pequenos em fretes maiores é um modelo fundamental para obter custos menores de transporte por unidade.

3.3Roteirização e programação de embarques

Segundo Leitão atall(2011), a roteirização é um processo de definir uma ou mais rotas, roteiros ou sequencias de paradas, a serem feitas por um veículo de uma frota, com a meta de visitar uns conjuntos de pontos geograficamente dispersos, em locais pré-determinados, que precisam de atendimento.

3.4 Rastreamento de embarques

Conforme afirma Ballou (2006), os sistemas de informação operacional além de auxiliar na coleta de dados, ajudam no rastreamento de carga. Este ponto é importante, pois faz-se o acompanhamento de se toda a roteirização foi cumprida e se a integridade da carga está sendo mantida;

3.5Faturamento e auditagem dos fretes

Para Ballou(2006), a definição do frete é um assunto complexo, pois existe algumas exceções principalmente quando se há contratos que estabelecem as tarifas. Porém caso em contrato haja um valor de frete base e o transportador cobrou a mais deste valor, cabe ao contratante auditar os valores que foram cobrados pelos transportes, e caso o valor tenha sido cobrado a mais, o contratante deve solicitar o ressarcimento da diferença.

3.6 Frota Própria ou terceirização?

Outro ponto de extrema importância para se analisar é: ter sua própria frota ou terceirizar o transporte? Tendo a própria frota, segundo Ballou (2006), a companhia espera atingir melhor desempenho operacional, o aumento da disponibilidade e da capacidade de serviços de transporte e ainda reduzir custos. Porém para que se tenha a própria frota deve-se sacrificar um pouco da flexibilidade financeira para investir em capacidade própria de transporte (compra de autos, construção ou ampliação de docas, etc.). Quando se tem um volume significativo de embarques, o serviço próprio de transporte se torna mais econômico que a terceirização.

Quando e pensa em frota própria deve-se ponderar alguns pontos que, mesmo com custos mais caros, tornam a frota própria mais viável, devido as necessidades especiais que não são atendidas pelas terceirizadas. Segundo Ballou (2006), tais necessidade são: 1) entrega rápida com grande confiabilidade; 2) equipamentos especiais que são raros no mercado; 3) manuseio especial de carga; 4) um serviço que esteja sempre disponível.

Mesmo com o cenário sendo favorável para ser ter uma frota própria, muitas empresas buscam compartilhar suas capacidades logísticas com outras empresas, ou contratar atividade logística de empresas especializadas no movimento de tais serviços, as chamadas terceirizadas. Para Ballou (2006), muitas empresas vem reconhecendo as vantagens estratégicas e operacionais na terceirização logística, entre estas vantagens se encontram:

• Custos reduzidos e menores investimento de capital;

• Acesso a tecnológicas novas e a habilidades gerenciais;

• Vantagens competitivas como a crescente penetração no mercado;

• Acesso incrementado à informação útil para o planejamento;

• Redução dos riscos e incerteza.

Dentre as vantagens, a que mais se destaca é a redução dos custos e inovação constante. Porém, devemos pontuar que temos risco nesta operação, visto que, a empresa pode perder a capacidade de controle sobre as atividades logísticas e ter prejuízos capazes de anular as outras vantagens apresentadas.

Segundo Ballou (2006), o número de empresas que terceirizam o todo o transporte ou parte dele vem crescendo, sendo que a terceirização pode ser de eventos isolados à contrato de longo prazo para sistemas compartilhados de uma aliança estratégica. Mas definir qual a melhor opção de ter o transporte próprio ou terceirizar depende da importância da logística para o sucesso da empresa.

4.Estoque

Estoques são aglomerados de matérias-primas, suprimentos, componentes, materiais em processo e produtos acabados que são utilizados ou produzidos em numerosos pontos do canal de produção e logística das empresas, conforme apresenta Ballou(2010).

Segundo Harrison(2003), estoque é um ativo muito importante, pois serve para atenuar a incerteza do suprimento e da demanda e permitir suprir os pedidos dos produtos quanto à reposição excede o prazo esperado.

Investir em estoque é uma jogada estratégica para maximizar os recursos da empresa, através da possibilidade de aumento na eficiência operacional e fornecer um nível satisfatório de atendimento ao cliente, por meio de disponibilizar a pronta entrega o recurso almejado pelo consumidor, conforme apresentado por Bowersox et all(2007).

Porem para Ballou (2010), existem risco de se manter um estoque e o maior deles é o custo de manutenção, pois os custos podem representar um gasto de 20 a 40% do valor de estoque por ano. Outro risco é a possibilidade de roubo e a obsolescência.Logo administrar cuidadosamente o nível do estoque é economicamente viável, pois podem haver perdas significativas no capital da empresa.

Segundo Ballou(2006), existem três classes de custos para determinar a política de estoque. São eles:

4.1Custos de aquisição

Para Rodrigues(2007), são custo decorrente do capital imobilizado relativo aos valores pagos pelos bens adquiridos (matéria-prima, insumo, produtos semi ou totalmente industrializados ou ainda bens de capital), além de seus respectivos impostos.

Já Ballou(2010) considera os custos de aquisição como custos de reposição de mercadorias para a reposição dos estoques, sendo que alguns desses custos de aquisição são fixos por pedido e não variam de acordo com o tamanho do pedido.

4.2Custo de manutenção

Segundo Ballou (2006), são resultantes do armazenamento, ou propriedade, de produtos durante um determinado período, proporcionais à média das quantidades de mercadorias disponíveis. Este subdividisse em:

• Custo de espaço: os custos de espaço são cobrados pelo uso do volume do prédio de estocagem quando o espaço e alugado.

• Custo de Capital: custo do dinheiro imobilizado em estoque, podendo representar 80% dos custos totais de estoque.

• Custo dos Serviços de estocagem: são os custos com seguros e imposto do material armazenado.

• Custo dos riscos de estocagem: custos relacionados com deterioração, roubos, danos ou obsolescência.

4.3Custos de falta de estoque

Segundo Ballou(2006), os custos decorrentes de rupturas de estoque, pois o pedido não pode ser atendido a partir do estoque ao qual é normalmente encaminhado. Este custo causa perda de vendas, pedidos atrasados e insatisfação dos clientes.

Pensando apenas nos custos, na manutenção e no gerenciamento de um estoque, não se torna tão atrativo e nem favorável investir em um estoque, porém devemos considerar alguns pontos que podem influenciar na escolha de ter ou não um estoque, pois ter um bom planejamento de estoque pode ser favorável aos negócios da empresa, Ballou (2006) apresenta alguns pontos que devemos analisar: 1) um volume de produção mais prolongados e equilibrados, pois se mantem estoque o suficiente para servir de pulmão entre uma variável e outra; 2) economia na compra e transporte, com maior um maior volume para negociação, consegue-se um custo melhor que cubra a depreciação e custo de manutenção e ainda traga lucro; 3) comprar produtos ou matérias primas com custo menor que o custo futuro, principalmente quando os itens são importados e o custo depende da variação do dólar; 4) a inconstância de demanda pode ocasionar compra emergenciais com custos mais caros, tendo um estoque pulmão, a compra é feita com folga para obter o melhor custo; 5) choques não planejados, como greves, desastres naturais, aumentos imprevistos da demanda, podem afetar radicalmente o fluxo de produção e venda do produtos.

5.Tributação

Com todo o movimento de gestão e de análise dos possíveis ralos de perda de capital, as empresas estão se preocupando cada dia mais em gerir toda a tributação que envolve a cadeia de suprimentos. Segundo Bedani(2015), o planejamento tributário pode assumir diversas vertentes sendo uma delas, agregar características de um típico planejamento estratégico, visando a redução da carga tributária com o intuito de otimizar o resultado. Para isso deve-se analisar alguns fatores que influenciaram nas tributações: a modalidade logística a ser aplicada, o trajeto, o local de armazenamento, o fluxo de informações e toda a operacionalização.

Segundo Julianelli (2014), dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de planejamento e Tributação (IBPT), desde a constituição de 1988 até agosto de 2013, foram alteradas 4.785.194 normas, isto representa, em média, 524 normas editadas todos os dias ou 784 normas editadas por dia útil. Devido as alterações, para as empresas é extremamente difícil ter certeza absoluta se está respeitando todas as legislações cabíveis, inclusive porque algumas são contraditórias, criando uma certa vulnerabilidade jurídica na organização, onde pode acarretar a não divulgação de informações para os fornecedores e clientes, dificultando o planejamento de ações a longo prazo e conseguintemente bloqueando o andamento da SCM.

Segundo Bedani(2015), é importante ressaltar que as maiores preocupações tributárias são do ICMS (Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços). IPI (Imposto sobre produtos Industrializados), PIS (Programa de integração Social) e COFINS (Contribuição para Financiamento da Seguridade Social). No Brasil, devido a diferença de alíquotas interestaduais, tem contribuído para a transição de produtos com finalidade de obter benefícios fiscais, pois os custos logísticos podem ter um acréscimo de 3,5% à 11,6% devido a diferença de alíquotas, esta transição de produto tem sido chamada de “turismo fiscal”. Na prática precisa analisar se o “turismo” compensa, pois pode-se ganhar tributariamente e perder logisticamente.

Algumas empresas optam por utilizar armazém em outros Estados com empresas especializadas neste serviços a fim de minimizar custos com transporte, porém nesta transação não se analisar o ISS (Imposto Sobre Serviços), onde a empresa com este custo adicional, segundo Bedani(2015).

Na SCM existe um descrédito na para este tipo de planejamento, porém gerir os tributos podem proporcionar incentivos que aumentem a lucratividade da empresa, porém deve sempre analisar em conjunto qual rota e modal irá utilizar para que não haja um falso ganho.

5.1 O Planejamento Tributário

Na área da logística o planejamento tributário assume um papel de imensa importância, uma vez que há fatores que se não forem analisados culminarão num gasto mais elevado para a empresa no que tange ao pagamento de tributos. Esse tipo de planejamento comporta não só as empresas que prestam esse serviço por excelência, mais também empresas ou organizações que agregam esse setor de forma interna sem a contratação de terceiros para prestar esse serviço.

Afirma Sakai (2005) que o aumento da produtividade obrigou diversos países reduzirem seus custos logísticos e muitas empresas tiveram que ampliar sua infraestrutura e investir em recursos tecnológicos, capacitação de empregados, dentre outras medidas.Entretanto, se analisarmos o impacto tributário nessas operações logísticas, é possível notar que muitas organizações não deram a importância que deveriam para esse tipo de planejamento.

SegundoBedani(2015), essa esteira de raciocínio, é possível verificar se a variante logística empregada, ou até mesmo o sistema logístico adotado na gestão pode contribuir para o aumento no pagamento de tributos ou na ocorrência de fato gerador e a partir de um planejamento tributário, é possível fazer adequações e até substituições de formas de gestão ineficazes, agregando diminuição de custos totais e despesas futuras, montante esse que pode ser redirecionado para outros setores da empresa. Vale ressaltar que, uma das atividades que dispensam mais esforços na SCMé a armazenagem e distribuição de mercadorias. A legislação para esse tipo de operacionalização ainda é precária, e muitas vezes o operador logístico para não ser obrigado a sofrer com a separação física dos estoques, acaba tendo que requerer autorização junto ao Estado (quando permitida) de modo a demonstrar que pode solucionar o controle fiscal e de estoque sem problemas em caso de sofrer fiscalização.

No que tange à importação, segundo Bedani (2015) há tributação específica, como é o caso de bens de capital que possui regimes específicos, além dos impostos como IPI, ICMS PIS/COFINS que poderão incidir.

Na prática é preciso verificar se esse “turismo” compensa, tendo em vista a outros gastos que essa medida pode agregar, por isso, deve ser considerado um custo total que abarque todos os custos logísticos quanto essas diferenças do ICMS.

Para Bedani (2015) um dos aspectos interessantes do planejamento tributário na área da SCM, infere-se à logística reversa. Na logística reversa, os tributos incidentes diversificam-se dependendo da atividade desenvolvida em cada elo, além da gestão da logística reversa de resíduos, que muitas vezes são realizadas por gestoras prestadoras de serviços contratadas para a destinação de modo correto sem denegrir o meio ambiente de resíduos sólidos. E ainda, segundo a Confederação Nacional da Indústria (2015) no caso de recebimento de valores na comercialização dos resíduos, as empresas se sujeitam ao Imposto de Renda e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido, exceto as cooperativas.

Na logística reversa, algumas atividades como triagem, transporte, beneficiamento e reciclagem são realizadas por empresas pequenas e médias que em geral sob o Regime de Lucro Presumido ou Simples. Segundo Bedani (2015) Algumas medidas na área da logística reversa para redução de tributos podem ser aplicadas por meio de um bom planejamento tributário, porém, políticas fiscais que simplifiquem a operacionalização desse tipo de logística, ainda estão caminhando no país, mas é imprescindível a reforma tributária com a redução no pagamento de tributos e desoneração da cadeia logística, seja por meio de crédito presumido, adicional, IPI, PIS/COFINS e inclusive por meio do ICMS ou outra medida significativa.

6Conclusão

A gestão da cadeia de suprimentos é um modo de integração de todas as parte do processo produtivo de um determinado produtos, onde se considera desde a matéria prima até a venda para o cliente final, sempre buscando a satisfação de todos os clientes e fornecedores que existe ao longo do processo e sempre aumentando a lucratividade das empresas. Um outro ponto que pegar uma fatia pequena mais pode trazer perdas inestimáveis é a tributação que incide sobre a cadeia de suprimento, pois se a empresa não tiver ciência jurídica e fiscal de todos os tributos à serem pagos e de todos os tributos que incidem no transporte e armazenagem, a perda de valores pode ocasionar o fechamento da empresa.

O transporte tem grande influência na cadeia de suprimentos, pois caso ocorra de forma inadequada pode causar danos a matéria prima e/ou produto ou causar uma insatisfação no cliente final, fazendo com que todo o planejamento tenha sido em vão. Mesmo que se opte por uma das duas vertentes, frota própria ou terceirização, deve - se também analisar o segundo maior impacto de custo no SCM: o estoque.

O estoque é uma via de duas mãos, pois a lucratividade de ser ter ou não um estoque, vem da gestão, programação e real necessidade das quantidades neles contida. Ter um nível de estoque muito alto, traz prejuízos, porém não ter estoque algum, pode - se perder venda.

Em resumo, a gestão da cadeia de suprimentos é uma estrutura que se bem aplicada e se bem gerida traz ganhos financeiros a empresa, porém deve-se entender quais as necessidades da empresa e dos clientes, buscando o aumento da parceria com os fornecedores e entender qual a melhor forma de transporte e estoque, sempre computando as tributações de cada etapa do processo. Um ponto muito importante neste processo é entender, dividir informações e ajudar os fornecedores, a fim deles nos direcionarem os melhores produtos (matérias primas ou acabados), os melhores custos (de transporte ou de compra) e o transporte (minimizar o máximo os estoque e mantê-los saudáveis e sem rupturas).

Referências

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BALLOU, R. H. Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos/ Logística Empresarial. 5ª edição. Porto Alegre: Bookman, 2010.

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BEDANI, R. S. G. A importância do Planejamento Tributário na Logística. 2015. Disponível em:http://www.administradores.com.br/artigos/negocios/a-importancia-do-planejamento-tributario-na-logistica/90181/

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SAKAI, Jurandir. A importância da logística para a competitividade das empresas: estudo de caso na indústria do polo de Camaçari. 2005. 225 f. Dissertação (Mestrado Administração). Universidade Federal da Bahia, Salvador, 2005.