João Victor Argolo Souza

SUSTENTABILIDADE EMPRESARIAL.

João victor argolo souza (victorargolosouza@hotmail.com)

RESUMO

As discussões referentes à questão ambiental cada vez mais ganham espaço na gestão das empresas, mudando seu foco para ações estratégicas ligadas à sustentabilidade. E um sistema de gestão ambiental, auxiliado pela logística, proporciona vantagens competitivas que vão desde a melhoria da imagem da organização e da agilidade dos processos de gestão, até o reconhecimento por parte dos colaboradores. Dessa forma, este artigo tem como objetivo verificar o processo logístico de uma empresa terceirizada de serviços de coleta de lixo com base nos preceitos da gestão ambiental. No que se refere a metodologia, classifica-se como qualitativa, do tipo descritiva, sendo desenvolvido por meio de um estudo de caso. Entre os resultados obtidos, destaca-se que foi possível a classificar os tipos de resíduos coletados, o processo logístico realizado pela empresa, sua organização e destinação, bem como os problemas enfrentados para coleta desses materiais.

Palavras-chave: Logística. Gestão ambiental. Gestão de processos.

ABSTRACT

The discussions relating to environmental issues increasingly gaining ground in business management, their focus to strategic actions related to sustainability. And a system of environmental management, assisted by Logistics provides competitive advantages ranging from improving the image of the organization and the agility of management processes, to a recognition on the part of employees. Thus, this article aims to determine the logistical process of na outsourced services garbage collection based on the principles of environmental management. Regarding the methodology, it is classified as qualitative, descriptive, being developed through a case study. Among the results, it is noteworthy that it was possible to classify the types of waste collected, the logistics process conducted by the company, its organization and allocation, as well as the problems faced to collect the materials.

Keywords: Logistics. Environmental management. Process management.

1. INTRODUÇÃO

Este trabalho tem por objetivo entender sobre e analisar as práticas de “Sustentabilidade Empresarial” e enfatizar sua logística. Em meio ao modo capitalista de produção industrial e de acumulação evidenciamos algumas ações usadas pela empresa CERAS JOHNSON em relação a este tema.

Com base em informações disponibilizadas pela empresa conclui-se que ela promove ações voltadas para as três dimensões de sustentabilidade: Econômica, Social e Ambiental.

É fato que hoje deve-se constituir uma nova forma de pensar a sociedade, e é indispensável à economia que se estabeleça um forte aparato institucional e estrutural nas empresas para que as relações econômicas possam se estabelecer de forma sustentada e ecologicamente responsável.

Para tal buscamos informações em seu próprio site que dispõem de uma pagina exclusiva tratando deste assunto.

2. PROBLEMA

Segundo a Associação Brasileira de Aerossóis e Saneantes Domissanitários (ABAS), em 2012, o consumo destas embalagens alcançou a marca de 1 bilhão de unidades. Um censo do Compromisso Empresarial de Reciclagem (Cempre) de 2010 indicou que, naquele ano, o Brasil produziu 33,3 milhões de toneladas de aço em seu estado bruto. Cada habitante do país, consome em média 3,67 kg de aço por ano. Do total produzido, 604 mil toneladas (ou 1,8%l) são destinadas a embalagens.

As latas de aerossóis são classificadas como resíduos potencialmente perigosos, pois contêm uma quantidade residual do gás propelente inflamável e, por isso, devem ter uma destinação correta e não serem despejadas nos lixões.

Contudo, menos de 1% desse tipo de embalagem é reciclado.

HIPÓTESE

Em relação ao Problema definido acima, para que resolva o problema, as empresas tem que tem o habito de reciclarem seus matérias de produção e pós produção, tem em vista um mundo mais sustentável para as próximas gerações.

3. OBJETIVO

3.1 - Desenvolver novo produto ou melhorar um projeto com que se tenha menos impacto ambiental e na sociedade. As melhorias devem ser feitas em todas as etapas do processo e no produto para que seja considerado End to End.

3.2 - A logística reversa tem como principal objetivo promover o fluxo eficaz de matérias-primas em processos de inventário, produtos acabados fora de especificação ou validade e resíduos gerados no pós-consumo. Todas essas atividades devem operar no sentido inverso.

3. METODOLOGIA

As etapas desta pesquisa compreendem: artigos de sustentabilidade da empresa sobre o assunto e pesquisa de campo. Com a revisão bibliográfica pretende-se aprofundar o conhecimento sobre a tese acerca das estratégias de gestão ambiental, social e com destaque para o seu potencial de impacto sobre o meio ambiente urbano.

A pesquisa de campo analisará como a empresa SC Johnson recicla os materiais de pós consumo de venda. Quanto à parte social pretende-se analisar os catadores envolvidos na coleta e comercialização, bem como projeto de cooperativas para maior inclusão social das pessoas envolvidas.

Além disso, pretende-se consultar o diretor de sustentabilidade da empresa sobre o mesmo, para conhecer o processo vigente e aos projetos relacionados à responsabilidade social-ambiental em desenvolvimento no Brasil.

SUSTENTABILIDADE

Com cada vez mais avanços tecnológicos surgindo após a revolução industrial e o rápido aumento da população a atividade humana passou a causar mais impacto negativo ao meio ambiente, e o que antes era foi visto como fonte inesgotável de recursos disponíveis para servir às necessidades do homem agora passa a ser uma preocupação, pois agora sabemos que os recursos são limitados.

O ciclo produtivo da sociedade capitalista extrai do meio ambiente os insumos necessários para a produção de alimentos e bens de consumo, entretanto, o processo produtivo retorna resíduos sólidos, efluentes líquidos e emite gases nocivos e poluentes em grandes quantidades, acarretando poluição ambiental e esgotamento dos recursos naturais.

Outra preocupação que surge é que uma volumosa camada da população mundial sofre com a pobreza, fome e exclusão social. As empresas procuram resultados financeiros, ampliação de fatias de mercado e sobrevivência e manutenção de sua competitividade.

A globalização da economia e o acirramento da competição mundial elevam a escala de produção, com a consequente busca da redução dos custos.

Diante deste panorama as empresas passam a se reestruturar para se adequarem a esta nova percepção. As pressões sociais e restrições impostas fazem com que as empresas sejam forçadas a buscar formas de reduzir seu impacto ambiental e a melhorar sua imagem frente a sua responsabilidade social. Neste sentido, muito tem sido feito para a sustentabilidade do setor produtivo.

S.C. JOHNSON & SON

A S. C. Johnson & Son é uma indústria química que fabrica produtos de higiene e limpeza. A empresa iniciou suas atividades fundada por Sam Curtis Johnson em 1886 na cidade americana de Racine, Wisconsin e sendo gerenciada pela família Johnson, emprega aproximadamente 13.000 pessoas em todo o mundo em sua quinta geração.

No Brasil é conhecida como Ceras Johnson e está presente no mercado brasileiro desde 1937. No mundo possui 70 subsidiárias e trabalha com produtos vendidos em mais de 110 países. Com o compromisso de promover o bem-estar de seus funcionários, proteger o meio ambiente e contribuir para a comunidade onde atua, a SC Johnson é conhecida pela qualidade de seus produtos, inovação constante e excelência no trabalho.

Linha de Produtos

No Brasil, suas principais marcas são: Raid e Baygon (inseticidas), OFF! e Autan (repelentes), Exposis (repelentes), Glade (purificadores de ar), Grand Prix e Carnu (automotivo), Bravo e Optimum (para pisos), Pato Purific e Glade Sany (para banheiros), Johnson Bravo e Brilhol (lustra-móveis), Mr. Músculo (limpeza geral), Ziploc (armazenagem doméstica), Lysoform (limpeza geral) Bravo e Optimum (Pisos) e Roma Coco (Lavanderia).

JORNADA PARA O ZERO ATERRO

Até hoje, a SC Johnson já fez a transição de um terço das operações globais, incluindo manufatura e administração, para operações de zero resíduo para o aterro. Mais 12 por cento das fábricas são zero resíduo para o aterro na manufatura. Para atingir o status de utilização zero de aterros sanitários, as instalações são obrigadas a reutilizar, reciclar ou eliminar o material que de outro modo seria enviado para um aterro sanitário. Para os resíduos que não podem ser reutilizados, reciclados ou eliminados, a incineração ou a recuperação de calor pode ser uma opção.

Perseguindo Zero Aterro

Estamos constantemente à procura de novas oportunidades para limitar o desperdício de nossas operações.

A SC Johnson continua trabalhando em direção ao aterro sanitário. Para obter o status de aterro zero, os locais de fabricação da SC Johnson são obrigados a reutilizar, reciclar ou eliminar material que de outra forma teria sido enviado para um aterro sanitário. Para os resíduos que não podem ser reutilizados, reciclados ou eliminados, a incineração e a recuperação de calor podem ser uma opção.

Até hoje, fizemos a transição de um terço dos nossos locais de produção global, incluindo escritórios e fábricas, para zero de resíduos em aterros. Um adicional de 12% dos locais de produção são zero resíduos de fabricação para aterro.

Em 2011, estabelecemos um novo objetivo de cinco anos para redução de resíduos e emissões, com base nas melhorias feitas desde 2006. Nosso objetivo era reduzir em 70% as emissões globais de produção, efluentes e resíduos sólidos da indústria global.

Chegamos a esse objetivo três anos antes do previsto. Hoje, temos menos de 0,5 quilogramas de resíduos de fabricação por 100 quilos de produto embarcado. Reduzimos os resíduos de produção global em 76%.

USANDO MATERIAL RECICLADO

Em junho de 2015, a SC Johnson lançou novas diretrizes sobre a quantidade mínima de material reciclado pós-consumidor (post-consumer-recycled, PCR) que deve ser utilizado no desenvolvimento de novos produtos. Também determinamos objetivos agressivos para aumentar a quantidade de material PCR em nossas embalagens, desde caixas corrugadas até latas de metal e garrafas plásticas e potes de vidro.

Essa iniciativa foi lançada em julho de 2015, com as garrafas 100 por cento PCR nas embalagens de Windex® de 26 e 32 onças da empresa. Isso, junto com uma redução de seis por cento no peso das garrafas, economizou 2.038 toneladas, ou mais de 320 caminhões cheios de lixo de plástico.

Outra área que apresentou uma grande oportunidade foi a dos displays de marketing, tipicamente feitos de papelão corrugado e encontrado em centenas de milhares de lojas ao redor do mundo. Só nos Estados Unidos, os displays como o da figura ao lado estão em mais de 75.000 pontos de venda. Estão em andamento programas para aumentar o conteúdo anual de PCR em 1.400 toneladas — o que quer dizer mais de 3 milhões de libras de material retirados dos aterros a cada ano.

Mais recentemente, firmamos parceria com um de nossos fornecedores de papel corrugado para trazer mais PCR para nossas embalagens. O resultado é um aumento estimado no uso de material PCR de 3.635 toneladas por ano.

LOGÍSTICA REVERSA

Os resíduos sólidos podem ser restituíveis, por meio da logística reversa, visando o seu tratamento e reaproveitamento em novos produtos, na forma de insumos, em seu ciclo ou em outros ciclos produtivos. Ou seja, é o caminho de volta (logística reversa) que os resíduos fazem.

É importante a adoção de um sistema de produção circular de tal forma, que essas estratégias sejam previstas desde o momento da concepção do produto. A segregação dos resíduos também é importante para evitar a contaminação dos mesmos.

REFERENCIAS

Sua pesquisa - Sustentabilidade Empresarial. Disponível em: http://www.suapesquisa.com/ecologiasaude/sustentabilidade_empresarial.htm Acesso 05/05/2017 adaptado.

Ceras Johnson - REDUCING GREENHOUSE GAS EMISSIONS. Disponível em: http://www.scjohnson.com/en/commitment/focus-on/conserving/reducing.aspx Acesso 07/05/2017 adaptado.

Relatório anual de sustentabilidade da SC. Johnson de 2015 e 2016.

José Luiz – Diretor de sustentabilidade da Ceras Johnson.

Oeco - Latas de aerossol de aço agora seguem o caminho da reciclagem. Disponível em: http://www.oeco.org.br/reportagens/28291-latas-de-aerossol-de-aco-agora-seguem-o-caminho-da-reciclagem/ Acesso 20/05/2017 adaptado.

João Victor Argolo Souza
  • João Victor Argolo Souza Administrador
  • Profissional logítico, com atuação na aréa de gestão de transporte rodovario e aeréo.

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