João Victor Argolo Souza

Impacto do custo de transporte na decisão de compra de veículos rodoviários de carga.

João victor argolo souza (victorargolosouza@hotmail.com)

RESUMO

A elaboração deste texto colocou em evidência algumas características do ambiente no qual se desenvolvem as atividades de um grupo de estudantes do curso de tecnologia em logística da Faculdade Sumaré. Dentre elas podem ser mencionadas a dificuldades para a elaboração de textos como o presente. O trabalho, do tipo descritivo, discorre sobre o impacto do custo unitário de transporte como fator relevante da compra de veículos de transporte de carga. A pesquisa foi realizada analisando a bibliografia disponível sobre o tema e a existência de projetos de veículos não convencionais para a prestação desse serviço. Foi comprovada uma certa tendência a acreditar no eventual sucesso dos veículos elétricos e híbridos pelo seu menor custo unitário de transporte. Porém, foi detectada uma voz de alarme sobre o custo adicional da incorporação dessas sofisticadas tecnologias. O trabalho conclui que, efetivamente, o custo unitário de transporte é um fator relevante na decisão de compra de veículos rodoviários de carga, embora sua utilização maciça deve demorar ainda.

Palavras-chave: Veículos de carga, veículos elétricos, veículos híbridos, custo de transporte, decisão de compra.

INTRODUÇÃO:

Desde de 1807 quando surgiram os primeiros motores combustão, parece estar acontecendo uma mudança nas preferências dos empresários, mediante sua disposição a adotar veículos elétricos. Esse movimento deverá ser responsável pela substituição parcial dos motores a combustão interna por motores elétricos como fonte de força motriz veicular em parcela signi-ficativa da frota nas próximas décadas entre as distribuidoras e empresas de todo o Brasil.

Os lançamentos e anúncios de desenvolvimentos realizados recentemente indicam a proximidade dessa realidade e, por esse motivo, o objetivo do presente trabalho é analisar o impacto da redução de custo do transporte rodoviário de carga sobre a decisão de compras ou substituição de veículos.

Dado que existem alguns fatores responsáveis pelo crescente interesse por veículos elé-tricos, tais como a superação de entraves tecnológicos e as preocupações com o meio ambiente,

este trabalho foi realizado desde o ponto de vista de um grupo de estudantes de tecnologia em logística, preocupados com essas questões.

Foram identificados alguns trabalhos sobre o tema. Dentre eles pode-se mencionar o de RIBEIRO de CASTRO & TOLEDO FERREIRA (2010) publicado em relatório do BNDES1. Outros, igualmente interessantes, são apresentados na revisão da literatura. A partir desses tra-balhos ficou clara a disposição do grupo pelas questões ambientais, de produtividade e de com-petitividade, o que levou naturalmente à escolha do tema.

Como já foi mencionado, esta é uma pesquisa de tipo descritiva que, como tal, procura identificar a solução de problemas melhorando as práticas por meio da observação, análise e descrições objetivas, através de entrevistas com peritos para a padronização de técnicas e validação de conteúdo.

Neste caso específico, trata-se de verificar se o custo unitário de transporte é uma vari-ável relevante na decisão de compra ou substituição de veículos nos negócios no momento atual. O problema de pesquisa pode ser apresentado por meio da seguinte pergunta:

Qual é o impacto do custo do transporte rodoviário de carga sobre a decisão de compra ou substituição de veículos?

Dessa forma a decisão de compra e/ou substituição é a variável dependente e o custo de transporte a variável explicativa. Ambas as variáveis serão analisadas por meio de estudo bibli-ográfico e eventuais entrevistas com profissionais da área.

Para atingir o objetivo proposto, este texto está organizado com esta introdução, a revi-são da literatura ou marco teórico na seção 1, a metodologia na seção 2, os resultados e sua discussão na seção 3 e as conclusões na seção 4. O trabalho se completa com a bibliografia.

1. REVISÃO DA LITERATURA

As questões estudadas neste projeto são as seguintes:

• Transporte rodoviário: segundo LARRAÑAGA (2015: 123), este tipo de transporte rea-liza-se sobre a malha rodoviária disponível por meio da utilização de veículos automotores ou por meio de tração humana ou animal.

1https://web.bndes.gov.br/bib/jspui/bitstream/1408/1764/1/BS%2032%20Ve%C3%ADculos%20el%C3%A9tri-cos%20aspectos%20b%C3%A1sicos%2c%20perspectivas_P.pdf

Para os fins deste estudo, se analisará o transporte realizado por meio de veículos auto-motores de diversos tipos, que se utilizam para o transporte de cargas pequenas e/ou médias e para curtas e médias distâncias (FARIA & GAMEIRO de COSTA, 2005: 90).

• Tipos de veículos rodoviários: existem alternativas para compra ou substituição de veícu-los, como os tradicionais, os elétricos, os híbridos e os autônomos. A tecnologia destes úl-timos está se desenvolvendo, pelo que não serão considerados com alternativa viável.

• Gestão de compras: de acordo com GARCIA MARTINS & CAMPOS ALT (2009: 81), esta função é estratégica pelo elevado volume de recursos a ela orientados, deixando para trás a visão tradicional e preconceituosa que considerava as compras como uma atividade repetitiva e burocrática, assim como um centro de despesas e não de lucros. Desde o ponto de vista do gerenciamento das compras ou substituição de veículos, entende-se que aqueles que oferecem menores custos unitários de transporte, detêm a preferência dos tomadores de decisão.

• Os chamados veículos tradicionais usam motores a combustão interna gerada por gasolinas diversas, etanóis diversos e dieses diversos.

• Os híbridos combinam motores a combustão com geradores, bateria e um ou mais motores elétricos. Sua função é reduzir o gasto de energia associado à ineficiência dos processos mecânicos se comparados aos sistemas eletrônicos. (RASKIN & SHAH, 2016).

• Finalmente, os veículos totalmente elétricos não têm motor a combustão. São integralmente movidos por energia elétrica, seja provida por baterias, por células de combustível, por pla-cas fotovoltaicas (energia solar) ou ligados à rede elétrica, como os trólebus.

Dentre os autores que publicaram sobre estas categorias, foram identificados alguns preocupa-dos com os tipos de veículos acima comentados e seus custos. Suas contribuições foram as seguintes:

Um texto de SILVEIRA (2017)2 sobre a velocidade de um caminhão TESLA Semirreboque elétrico, concluiu que seu custo total por milha (aproximadamente 1,6 km) era de US$ 1,26 contra US$ 1,52 dos movidos a diesel.

2 SILVEIRA, Matheus, Tesla Semi, um caminhão elétrico mais rápido que o Golf GTI. Disponível em: https://quatrorodas.abril.com.br/noticias/tesla-semi-um-caminhao-eletrico-mais-rapido-que-o-golf-gti/ ,Acessado em: 20/11/2017.

MIGLIACCI (2017)3 apresentou um trabalho sobre os custos de manutenção de veículos elé-tricos e tradicionais, concluindo que ambos seriam semelhantes na Europa, já em 2018.

Figura 1 – Automóvel elétrico carregando as baterias.

Para LIVINGSTONE (2016)4, o texto sobre a conveniência de se ter um carro elétrico confirma os menores custos associados aos carros elétricos. A Figura 1 mostra um carro desse tipo car-regando suas baterias.

O site CARROS DA GARAGEM (2017)5 analisou a economia, especificamente o consumo dos carros elétricos e híbridos, concluindo que o custo adicional das tecnologias que prometem menor custo por consumo, seria elevado demais, desestimulando a adoção de carros desse tipo.

No que diz respeito aos impactos dos custos operacionais dos veículos sobre as decisões de compra, PESSIN et al (2017)6 elaboraram um modelo TCO, cujos resultados “(...) confirmam a eficácia do modelo e sugerem que sua utilização tende a proporcionar maior e melhor compreensão dos custos relevantes para as decisões de compra”.

3 MIGLIACCI, Paulo, O custo de manutenção de carro elétrico se aproxima do tradicional. Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2017/05/1885839-custo-de-manutencao-de-carro-eletrico-se-aproxima-do-tradicional-diz-banco.shtml Acessado em 24/11/2017.

4 LIVINGSTONE, Gordon, Vale a pena ter um carro elétrico? http://saopaulo1.nossobemestar.com/ posts/785-vale-a-pena-ter-um-carro-eletrico (28/11/2017).

5 CARROS DA GARAGEM. Carros híbridos e elétricos são econômicos? https://www.carrodegara-gem.com/carros-hibridos-eletricos-sao-economicos-consumo-km-kwh/

6 PESSIN, Rafael L, BERVIAN, Casimiro, DE SOUZA, Marcos A. & LACERDA, Daniel P. Custo total de uso e propriedade (TCO): Um modelo para compra de veículos de transporte de carga, XVII USP International Con-ference in Accounting, julho de 2017, 17 p. http://www.congressousp.fipecafi.org/anais/ AnaisCon-gresso2017/ArtigosDownload/21.pdf (26/11/2017).

Quanto a utilização de veículos elétricos ou híbridos no Brasil, foi possível identificar algumas empresas que estão fazendo testes para sua eventual implantação, tais como:

• Empresa dos Correios7: iniciou testes no ano 2016 em Brasília. A empresa BYD do Brasil está testando um furgão denominado T3, com capacidade para transportar 800 kg de carga, equipado com bateria de lítio-fosfato de ferro e autonomia de 200 km, adequada para coleta e distribuição. A utilização deste furgão deve contribui a atingir a meta dos Correios de diminuir a emissão de poluentes em 20% até o ano 2020.

• Unilever, Ikea e DHL8: esta coalizão de corporações globais, lançaram uma campanha glo-bal para acelerar a mudança para veículos elétricos e se afastar do transporte movido a gás e a diesel - o que gera quase uma quarta das emissões de gases de efeito estufa relacionadas à energia em todo o mundo e tem sido a fonte de emissões de maior crescimento.

Figura 2 – Protótipo de caminhão elétrico da VW9

• Volkswagen: apresentou na FENATRAN 2017 um modelo de caminhão elétrico concebido no Brasil, com autonomia de 200 km e tempo de recarga das baterias de três hora e uma forma de carga rápida de 15 minutos. O protótipo utiliza um motor elétrico de 80 kW e torque máximo de 50,3 mkgf. A Figura 2 mostra o protótipo do mencionado caminhão.

7 https://www.correios.com.br/para-voce/noticias/correios-fara-teste-de-veiculo-eletrico-para-entrega-de-cartas-e-encomendas (27/11/2017).

8 https://fsm2009amazonia.org.br/hp-ikea-unilever-entre-os-primeiros-a-comprometer-se-com-todas-as-frotas-eletricas-ainda-2030/ (27/11/2017).

9 https://motor1.uol.com.br/news/183466/vw-delivery-eletrico-fenatran/ (27/11/2017).

Figura 3 – Modelo de veículo elétrico da empresa TESLA.

Figura 4 – Caminhão TESLA Semi.

• TESLA10: desenvolveu diversos modelos. A Figura 3 mostra um desses modelos e a Figura 4 mostra o modelo Semi, um veículo com 800 km de autonomia que conta com “(...) quatro motores independentes no eixo traseiro. Cada um deles é responsável por gerar cerca de 258 cv, totalizando 1.302 cv de potência máxima. A expectativa é de que eles sejam capazes de acelerar o caminhão aos 100 km/h em cerca de 20 segundos quando o Semi estiver carregado com pouco mais de 36 toneladas de carga”.

2. METODOLOGIA

Esta pesquisa foi realizada a partir da uma detalhada revisão bibliográfica. Diversos autores foram consultados para determinar a relação entre o custo unitário de transporte e as decisões de compra ou substituição de veículos de transporte de carga. Simultaneamente foram observa-das diversas empresas que utilizam veículos de carga de diversos tipos para validar os resulta-dos encontrados na análise bibliográfica.

3. RESULTADOS E DISCUSSÃO

Podem-se resumir os resultados desta investigação bibliográfica mencionando que o trans-porte de carga se realiza sobre a malha rodoviária disponível (LARRAÑAGA, 2015), para car-gas pequenas e/ou médias e para curtas e médias distâncias (FARIA & GAMEIRO de COSTA, 2005).

Desde o ponto de vista do gerenciamento das compras ou substituição de veículos, acredita-se que aqueles que oferecem menores custos unitários de transporte, terão preferência de esco-lha por parte dos tomadores de decisão, já que contribuirão a reduzir os custos operacionais da organização e a aumentar margens de contribuição, de acordo com GARCIA MARTINS & CAMPOS ALT (2009).

Diversos autores afirmaram que os veículos elétricos teriam menores custos operacionais que os outros tipos de veículos, como no caso de LIVINGSTONE (2016), MIGLIACCI (2017) e SILVEIRA (2017), o que estimularia sua utilização.

10 https://www.tecmundo.com.br/tesla/114121-elon-musk-diz-projeto-caminhao-eletrico-tesla-segue-firme-forte.htm (27/11/2017).

Já o texto de CARROS DA GARAGEM (2017), acredita que esse menor custo operacional seria compensado pelo elevado custo da incorporação de novas tecnologias, o que não daria vantagens relevantes aos veículos elétricos ou híbridos sobre os tradicionais.

A observação de empresas interessadas em novas tecnologias, permitiu identificar dois mo-delos em teste no Brasil (Empresa dos Correios e Volkswagen do Brasil), assim como um con-glomerado tentando desenvolver veículos desse tipo (IKEA, UNILEVER e DHL). Um comen-tário especial merece o Semi da TESLA, pela sua autonomia, velocidade e capacidade de carga. Porém, o fabricante não arrisca a definir a data de lançamento.

Pode-se assim afirmar que existe no ambiente de negócios um consenso sobre a conveniên-cia de se utilizar o custo unitário de transporte como um forte argumento em favor da compra de veículos mais sofisticados de menor custo operacional.

4. CONCLUSÕES

Os resultados da pesquisa e sua discussão permitem concluir que, efetivamente, o custo unitário de transporte deve ser um fator relevante a ser considerado na tomada de decisão so-bre a compra para a substituição de veículos rodoviários de carga.

Existe um consenso sobre o menor custo operacional dos veículos elétricos ou híbridos se comparados com os veículos tradicionais. Porém, existe também uma preocupação, menos ge-neralizada, sobre o custo da incorporação de novas tecnologias, que poderiam superar as eco-nomias oferecidas pelos motores elétricos.

Num mercado competitivo, onde as empresas buscam um posicionamento estratégico base-ado em liderança de custos, a gestão de compras tem uma importância fundamental na redução significativa do custo da mercadoria vendida, o que estimularia decisões de aquisição de veícu-los elétricos ou híbridos.

Existem no Brasil alguns projetos para o desenvolvimento de veículos deste tipo, o que também acontece a nível mundial com empresas do porte da IKEA, a UNILEVER e a DHL. Uma pesquisa mais apurada seguramente permitiria identificar outros projetos em andamento. Sugere-se estudar esta questão em pesquisas futura.

O desenvolvimento do modelo Semi da TESLA é um incentivo a mais para decisões favo-ráveis a utilização de modelos elétricos ou híbridos no futuro próximo. Porém, a complexidade

destas tecnologias permite assumir que a incorporação maciça deste tipo de veículos ainda deve demorar.

Concluindo, o custo unitário de transporte é um incentivo eficaz para orientar a substituição de veículos de transporte de carga por veículos elétricos ou híbridos, embora sua operacionali-zação deva demorar alguns anos. O tempo que essas tecnologias podem necessitar para oferecer veículos confiáveis gera dúvidas cuja elucidação poderia ser o motivo de um próximo trabalho de pesquisa.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

CARROS DA GARAGEM. Carros híbridos e elétricos são econômicos? https://www.carrodegaragem.com/car-ros-hibridos-eletricos-sao-economicos-consumo-km-kwh/ (27/11/2017).

FARIA, Ana Cristina de & GAMEIRO de COSTA, Maria de Fátima, Gestão de Custos Logísticos, São Paulo, Editora Atlas, 2005, 431 p.

GARCIA MARTINS P. & CAMPOS ALT P.R. Administração de Materiais e Recursos Patrimoniais, São Paulo, Editora Saraiva, 3ª Edição, 2009, 441 p.

LARRAÑAGA, Félix Alfredo, Modais de Transporte para cursos de Tecnologia em Logística, São Paulo, Edi-ções Aduaneiras, 2015, 211 p.

LIVINGSTONE, Gordon, Vale a pena ter um carro elétrico? Disponível em: http://saopaulo1.nossobemes-tar.com/ posts/785-vale-a-pena-ter-um-carro-eletrico . Acessado em: 28/11/2017.

MIGLIACCI, Paulo, O custo de manutenção de carro elétrico se aproxima do tradicional. Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2017/05/1885839-custo-de-manutencao-de-carro-eletrico-se-aproxima-do-tradicional-diz-banco.shtml . Acessado em 24/11/2017.

PESSIN, Rafael L, BERVIAN, Casimiro, DE SOUZA, Marcos A. & LACERDA, Daniel P. Custo total de uso e propriedade (TCO): Um modelo para compra de veículos de transporte de carga, XVII USP International Con-ference in Accounting, julho de 2017, 17 p. http://www.congressousp.fipecafi.org/anais/AnaisCon-gresso2017/ArtigosDownload/21.pdf (26/11/2017).

RASKIN, A. & SHAH, S. The emergence of hybrid vehicles: ending oil’s stranglehold on transportation and the economy. Alliance Bernstein Research on Strategy Change, jun. 2006. Disponível em: <http://www.evworld.com/library/PHEV_AllianceBernstein.pdf>. Acessado em: 25/11/2017.

RIBEIRO de CASTRO, B. H. & TOLEDO FERREIRA, T. Veículos elétricos, aspectos básicos, perspectivas e oportunidades, BNDES, setorial n. 32, set 2010. Disponível em: https://web.bndes.gov.br/bib/jspui/bitstream/1408/1764/1/BS%2032%20Ve%C3%ADculos%20el%C3%A9tri-cos%20aspectos%20b%C3%A1sicos%2c%20perspectivas_P.pdf Acessado em: 25/11/2017.

SILVEIRA, Matheus, Tesla Semi, um caminhão elétrico mais rápido que o Golf GTI. Disponível em: https://quatrorodas.abril.com.br/noticias/tesla-semi-um-caminhao-eletrico-mais-rapido-que-o-golf-gti/. Acessado em: 20/11/2017.

Endereços eletrônicos consultados

https://fsm2009amazonia.org.br/hp-ikea-unilever-entre-os-primeiros-a-comprometer-se-com-todas-as-frotas-eletricas-ainda-2030/

https://motor1.uol.com.br/news/183466/vw-delivery-eletrico-fenatran/

https://www.correios.com.br/para-voce/noticias/correios-fara-teste-de-veiculo-eletrico-para-entrega-de-cartas-e-encomendas

https://www.tecmundo.com.br/tesla/114121-elon-musk-diz-projeto-caminhao-eletrico-tesla-segue-firme-forte.htm

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